terça-feira, 13 de outubro de 2009

Ofensiva da Caixa irrita concorrência

A Caixa Econômica Federal (CEF), controlada pelo Tesouro Nacional, é pivô de uma disputa sem precedentes dentro da Febraban, a federação que reúne a banca nacional, em torno das folhas de pagamento de servidores municipais e estaduais. Os grandes bancos privados - Bradesco, Itaú, HSBC e Santander - e até o Banco do Brasil, igualmente controlado pelo governo federal, têm apresentado queixas formais contra a Caixa, acusando-a de instigar prefeituras e governos estaduais a romper contratos para administração da folha de pessoal. Por ser banco público, a Caixa pode assumir as folhas sem licitação pública.

Na última reunião mensal realizada pela subcomissão de negócios com o setor público da Febraban, no dia 18 de setembro, o clima esquentou. Em resposta às queixas, representantes da Caixa têm dito aos outros bancos que a conquista de novas folhas de pagamento é uma determinação da cúpula do banco e faz parte da estratégia traçada. Foi o que disse também ao Valor o vice-presidente de Finanças da Caixa, Márcio Percival (ver reportagem na página C3).

Ao acenar com preços mais altos para assumir as folhas, a Caixa tem capturado a atenção das prefeituras, que se ressentiram com a queda da arrecadação ocasionada pela crise neste ano.

Os bancos sentiram o movimento da Caixa ganhar força a partir de março. Estimativas com base nas queixas apresentadas à Febraban indicam que ao menos 80 municípios romperam seus acordos com outras instituições neste ano, substituindo-as pela Caixa. A ofensiva do banco federal se mostrou mais forte em Santa Catarina, onde cerca de 50 prefeituras já estariam em contato com a Caixa, sendo que dez já lhe entregaram suas folhas. Em alguns casos, os bancos tomam ciência do cancelamento quando não recebem das prefeituras os arquivos de dados para pagamento no fim do mês.

A agressividade negocial incomoda até mesmo o Banco do Brasil, que já perdeu as contas de municípios como Embu e e Santa Cruz das Palmeiras, em São Paulo. O BB detém cerca de 65% do mercado de folhas de salários de funcionários públicos municipais e estaduais, o que torna inevitável que, em sua ofensiva para ganhar mercado, a Caixa atravesse o caminho do Banco do Brasil, gerando uma situação particularmente desconfortável entre as duas instituições federais. Procurado, o BB informou que não comentaria o assunto.

No passado recente o BB foi alvo de queixas semelhantes por parte dos bancos privados. Mas, segundo o relato de executivo de um banco, o caso da Caixa supera o do BB em termos de agressividade.

Curioso é que a maioria das licitações de folhas deste ano fracassou por falta de interesse dos bancos - de pouco mais de 200 leilões, cerca de 180 fracassaram. Além disso, o movimento da Caixa acontece quando falta pouco mais de dois anos para que a portabilidade de contas seja estendida aos funcionários públicos.

Os contratos, que têm prazo de cinco anos, preveem pagamento de multa corrigida por índice de preço em caso de rompimento. Mas, na maioria dos casos, as prefeituras não pagam as multas, segundo a queixa dos bancos, que têm recorrido à Justiça. Cálculos feitos até agora indicam que as perdas por penalidades não pagas chegam a R$ 80 milhões. Em geral, a multa é calculada pro-rata em relação ao período remanescente do contrato suspenso. "A agressividade excessiva está incomodando o sistema", diz o executivo de um banco. "Com esse apetite voraz, a Caixa tem extrapolado os limites", reclama outro.

Uma lista à qual o Valor teve acesso reúne alguns dos municípios que, segundo os bancos, teriam quebrado o contrato para transferir suas folhas de salários para a Caixa. Constam dela Barra Mansa (RJ), Santo Antonio de Pádua (RJ), Teófilo Otoni (MG), Umuarama (PR) e Lapa (PR), que tinham contrato com o Itaú Unibanco; São José (SC), Navegantes (SC) e Afogados da Ingazeira (PE), que eram atendidos pelo Bradesco; Caçador (SC), São Miguel do Oeste (SC), Morro da Fumaça (SC), que trabalhavam com o HSBC; Jataí (GO), Novo Hamburgo (RS), Imperatriz (MA) e Ferraz de Vasconcelos (SP), do Santander. O banco de origem espanhola estaria ainda sob risco de perder o contrato do governo da Paraíba para a Caixa.

O que os bancos dizem ao prestar queixa é que a Caixa conta com um arsenal imbatível para ganhar essas folhas, como linhas de financiamento para investimentos em infraestrutura de toda sorte, além de repasse de recursos federais, inclusive do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.

Hoje a Caixa tem menos de 10% das folhas de um universo de 5,5 mil municípios. Levando-se em conta as folhas de salários de Estados, sua fatia de mercado fica em torno de 5%. A agressividade de agora é vista como uma tentativa de reparar um erro estratégico do passado, quando a Caixa foi a única entre as grandes instituições que ficou de fora da disputa por folhas em meados da década.

O mal estar tem sido tanto dentro da Febraban que o tema, antes restrito à subcomissão dos negócios com o setor público, pode vir a ser tratado em instâncias superiores da casa. Procurados, além do Banco do Brasil, Itaú Unibanco, HSBC, Santander e Bradesco também preferiram não conceder entrevistas. Em nota, a Febraban informou que "não entra no mérito de assuntos concorrenciais a não ser que haja alguma irregularidade que seja reportada aos comitês pertinentes, de autorregulação ou de ética, o que não foi o caso".

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Michael Jackson Song “This Is It”



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The album, Michael Jackson’s This Is It, is a companion piece to the Michael Jackson’s This Is It Movie and features the music that inspired the film, demo recordings and two versions of the previously unreleased song, “This Is It”.

sábado, 10 de outubro de 2009

Dutra é reprovada em estudo técnico

Principal ligação entre as maiores metrópoles do país, a rodovia Presidente Dutra (BR-116) foi reprovada no mais amplo estudo já feito por técnicos da União sobre qualidade das estradas federais concedidas à iniciativa privada.
O documento aponta que praticamente todos os trechos da Dutra têm excesso de veículos e há pontos com altos índices de acidentes com mortes. E que a rodovia está com capacidade saturada ou muito perto de saturação.
O diagnóstico realizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) deu nota baixa para a estrada que liga São Paulo ao Rio em seis dos sete trechos avaliados.
A escala de avaliação vai de "A" a "F". A Dutra recebeu uma nota "F", três notas "E", duas "D" e uma nota "C".
O pior trecho, que recebeu nota "F", fica na Baixada Fluminense. E é exatamente ali que ocorre o maior índice de mortos (cálculo que considera mortes, extensão da estrada e tráfego médio). Em 2008 foram 65 mortos em apenas 2,4 quilômetros de estrada.

Mais praças de pedágio
A estrada foi concedida à empresa NovaDutra em 1995, quando era conhecida como a "rodovia da Morte", e começou a cobrar pedágio no ano seguinte. Os investimentos na estrada num primeiro momento baixaram muito os índices de acidentes e mortes.
Nos últimos anos, porém, o número de mortes na via se estabilizou: foram 226 em 2006 e em 2007 e três a mais em 2008.
"Na época da concessão [assinada em 1995], o pedágio era apontado como salvação da lavoura. Hoje a Dutra é outra rodovia, mas o investimento parou e a ANTT vinha sendo muito lenta em determinar mais obras", diz Eduardo Rebuzzi, diretor da CNT (Confederação Nacional de Transportes).
A mesma crítica é feita pelo empresário Blaird Cardoso, que dirigiu o sindicato das transportadoras do Vale do Paraíba na época da concessão. "As novas obras não saem mais. É preciso rever tudo."
Procurada, a ANTT diz que a concessionária já realiza obras para melhorar o ponto mais crítico e também elabora projetos para construir marginais ao longo da estrada, além de fazer operações especiais para combater os congestionamentos.
A agência afirma também que os locais mais perigosos são os mais movimentados, o que seria comum em rodovias.
O esgotamento da Dutra já levou a tentativas de entendimento entre os governadores José Serra (PSDB-SP) e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) para construir uma nova ligação.
A Folha procurou o secretário dos Transportes de São Paulo, Mauro Arce, mas sua assessoria disse que ele não poderia se manifestar ontem.
O grupo de trabalho tripartite -formado por órgãos do governo, usuários e NovaDutra- que discute a concessão se reúne no próximo dia 20 para discutir os rumos da estrada.
Uma das propostas é realizar uma nova divisão de pontos de cobrança do pedágio, como ocorreu no início da década. Assim, mais usuários passariam a pagar o pedágio (com valor menor).

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

PSDB perde mais uma

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou ontem liminar pedida pelo PSDB e manteve a eleição indireta para o governo do Tocantins, marcada para hoje. A eleição foi convocada pela Assembleia Legislativa do estado depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a cassação dos mandatos do governador Marcelo Miranda (PMDB) e do vice, Paulo Sidnei Antunes (PPS), acusados de abuso de poder político na campanha eleitoral de 2006. Os candidatos inscritos são o presidente licenciado da Assembleia, Carlos Henrique Gaguim (PMDB), o ex-vereador de Palmas Joaquim Rocha (PHS), e o professor Adail Carvalho (PSDC). Desde a cassação de Miranda, Gaguim exerce o cargo de governador interino do estado.

Yeda no mar da corrupção

A deputada estadual Stela Farias (PT), presidente da CPI da Assembleia do Rio Grande do Sul que apura denúncias de corrupção contra o governo de Yeda Crusius (PSDB), disse ontem que foram encontradas provas de que o Estado pagou pela compra de material de construção para a residência particular de Yeda com recursos públicos. Segundo ela, os deputados Daniel Bordignon (PT) e Paulo Borges (DEM), ambos da CPI, tiveram acesso a uma nota fiscal emitida por uma loja em Porto Alegre no valor de R$ 7,9 mil referente a produtos encomendados pelo "gabinete militar da Casa Civil" e entregues na casa de Yeda em abril de 2007.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pergunta para o Serra

Ciro Gomes disse o seguinte ao repórter Raymundo Costa: "O que o Serra fez quando o câmbio estava apreciado?"

Ótima pergunta. Entre 1994, quando foi lançado o Plano Real, e 1999, quando a economia brasileira foi à breca, o tucanato segurou o dólar numa faixa entre R$ 0,80 e R$ 1,20. Quando o governo capitulou, ele chegou a R$ 2. O câmbio valorizado importou a crise externa que começou na Ásia.

A pergunta de Ciro procede: "O que o Serra fez quando o câmbio estava apreciado?" Ele foi ministro do Planejamento de 1994 a 1995 e, publicamente, fez quase nada.Élio Gaspari

Resposta da Vale

José Mayer versus Lula

A Vale contratou o galã da novela das oito, José Mayer, para reforçar a megacampanha publicitária que lançou depois que passou a ser criticada pelo presidente Lula. O ator vai explicar, "de forma simples e clara", de acordo com um diretor da empresa, que, "ao contrário do que se imagina", a mineradora investe "muito" em tecnologia para agregar valor ao minério de ferro. Numa de suas cobranças públicas, Lula criticou a companhia por não construir siderúrgicas e apenas exportar matéria-prima.

Questão de imagem

A Vale, de acordo com fontes do mercado publicitário, desembolsará cerca de R$ 800 mil para ter o galã - que interpreta um empresário um tanto encrencado na novela mas, na vida real, "tem enorme credibilidade" - em seus comerciais. A empresa não confirma.

Lula criticou e a Vale continua fazendo errado;Vale vai comprar US$ 1 bi em navios da Coreia, diz agência

A Vale vai fechar ainda neste mês um acordo de US$ 1 bilhão para a compra de 11 navios de carga dos estaleiros sul-coreanos Daewoo e STX, de acordo com a agência de notícias Yonhap, também da Coreia do Sul.Ainda segundo a agência, o negócio vai ser fechado com a visita de executivos da Vale às empresas sul-coreanas.Folha

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Para analistas, PV não decola, mas qualifica corrida de 2010

A senadora Marina Silva (AC) não deve levar o PV para o segundo turno, mas vai "qualificar o debate". Pelo PT, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), tende a subir nas pesquisas, no rastro da popularidade do presidente Lula. Já o tucano José Serra, governador paulista, acertou na tática de evitar um lançamento antecipado.

Essas foram as principais opiniões colocadas ontem, em debate na TV Estadão, pelos cientistas políticos Carlos Melo, professor do Insper, e José Paulo Martins Júnior, da Faculdade de Administração da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).

"É prematuro dar Serra como vitorioso, Ciro Gomes como capaz de abalar e Dilma como candidatura que foi para o ralo", opinou Melo. "Tem de ver as alianças. Para onde vai o PMDB?", indagou Martins Júnior.

Os dois ainda abordaram o projeto do PSB, a campanha na internet e a perspectiva de renovação no Congresso, após a sucessão de escândalos

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Twitter em português chega até o início de 2010

A primeira reação do americano Evan Williams é a de um certo desapontamento ao saber que o Rio de Janeiro acabara de ser escolhido para ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Mas, logo em seguida, o fundador do serviço de microblogging e rede social Twitter abre um largo sorriso. "Você sabia que eu já estive uma vez no Brasil, quando ainda estava à frente do Blogger?"

O Blogger, para quem não sabe, foi uma das primeiras ferramentas de publicação de blogs, lançada em 1999 por Williams e vendida em 2003 para o Google. Assim como o Twitter, fez um tremendo sucesso e ajudou a popularizar os blogs.

O sorriso escancarado de Williams ao falar de Brasil tem uma razão. O país está entre os cinco primeiros na lista dos maiores usuários do Twitter.

A expansão do negócio tem sido tão forte no país que o Twitter decidiu traduzir seu serviço para o português, a começar pela tradicional pergunta "What are you doing?" (O que você está fazendo?).

Hoje, o serviço - originalmente em inglês - está traduzido para apenas uma língua, o japonês, embora 60% dos usuários estejam fora dos Estados Unidos.

A tradução para o português deverá estar pronta até o início do ano que vem, adiantou Williams ao Valor na sexta-feira, logo após uma apresentação para um público de cerca de 700 pessoas (a maioria, jornalistas) no congresso da Online News Association (ONA), em São Francisco, nos Estados Unidos.

No palco do congresso, Williams surpreendeu a plateia ao anunciar que o Twitter irá lançar em breve uma nova ferramenta: a possibilidade de os usuários criarem listas com nomes de outras pessoas que "twitam" (têm páginas no Twitter).

Um usuário poderá criar várias listas: uma com celebridades, amigos, colegas de trabalho etc. Por default, essas listas serão públicas (embora haja a opção de se tornarem privadas) e os seguidores de um usuário poderão ver as listas criadas por ele. O objetivo é aumentar ainda mais a interatividade e organizar melhor o conteúdo do Twitter.

Na platéia, enquanto Williams apresentava a novidade, o "tap tap tap" dos laptops não parava um segundo. Boa parte das pessoas estava justamente "twitando" ou colocando mensagens em sua página no Twitter.

O acesso à internet durante a apresentação de Williams foi tão grande que a rede sem fio do Hilton Hotel não deu conta do recado. E mesmo a página do Twitter, em alguns momentos, ficou sobrecarregada.

Mas a frase mais comentada de Williams no Twitter não foi a de seu anúncio do lançamento das listas. Foi a de que o Twitter "is even making less money than newspapers" - o Twitter está fazendo ainda menos dinheiro do que os jornais, em uma tradução livre. Ele se referia a uma provocação feita pela apresentadora, no congresso da Online News Association (ONA), de que o valor alcançado pelo Twitter e o interesse dos investidores no negócio deixavam os jornalistas "com inveja".

O Twitter está em fase de captação de recursos, que deverá elevar o valor da empresa a US$ 1 bilhão, embora ele não dê um único centavo de lucro hoje.

Em fevereiro, a companhia valia US$ 250 milhões. Williams diz que vê várias alternativas de tornar o Twitter lucrativo, especialmente quando se observa que muitas empresas estão aumentando sua produtividade e ganhando dinheiro com o serviço. "Mas, por enquanto, nosso foco é desenvolver todo o potencial do Twitter, agregar valor à companhia e aos serviços e só depois definir como cobrar por isso", diz Williams (no Twitter, @ev), acrescentando que para a construção de um negócio seria necessária a duplicação do número de funcionários. Hoje, ele emprega 80 pessoas.

domingo, 4 de outubro de 2009

Cartórios

Foi em abril deste ano a briga entre os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa sobre o processo de inclusão dos donos de cartórios da Justiça paranaense no regime próprio de aposentadoria dos servidores públicos estaduais. Tramita na Câmara proposta que efetiva titulares de cartórios sem concurso público. É a PEC 471/05.

sábado, 3 de outubro de 2009

Faltam mais políticos que chorem, diz Lula

Minutos após o anúncio da vitória do Rio de Janeiro na eleição para sediar a Olimpíada de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desabou em lágrimas de emoção. Chorou compulsivamente. Precisou de lenço. Precisou de um copo d'água. Precisou de amparo dos mais próximos. As imagens do choro de sexta-feira do presidente da República correram o mundo. E, neste sábado, em Copenhague, Lula explicou sua reação. Disse que faltam mais políticos que chorem.

"Eu ia chorar no discurso. Engasguei várias vezes porque a Bárbara (Leôncio, promessa brasileira que participou da apresentação) estava do meu lado, ela estava muito emocionada. O Nuzman teve que emprestar um lenço para ela. Cada vez que ia apresentando uma coisa do Rio, a emoção ia tomando conta. No meu discurso, as duas vezes que eu tive que falar sobre a cidade do Rio de Janeiro, a minha voz travou. E eu segurei, segurei, segurei para não chorar", contou Lula, que participou da última apresentação do Rio para os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) que votariam em seguida.

Depois do resultado da eleição no terceiro turno - Chicago, Tóquio e Madri, nesta ordem, foram eliminadas - e da assinatura do contrato com o COI, o presidente da República desabafou, conforme ele mesmo explica. "À noite, quando o (Carlos Arthur) Nuzman (presidente do Comitê Organizador do Rio-2016) estava falando... Ou seja, como nós já tínhamos ganhado, eu acho que relaxei. Relaxei e falei: 'bom, já que agora é para chorar, vou chorar mesmo'. Porque eu comecei a lembrar da minha vida, comecei a lembrar das coisas que pareciam impossíveis, comecei a lembrar da apresentação do Rio de Janeiro. E aí me deu vontade de chorar. E, como eu não tenho vergonha de chorar, chorei", disse.

Lula chegou a afirmar que foi o dia mais emocionante de sua vida. Questionado neste sábado se foi um acontecimento mais emocionante do que sua primeira eleição como presidente, disse: "são emoções diferentes. Na eleição eu tinha noção de que eu ia ganhar. E eu estava disputando internamente. Aqui e um jogo internacional, onde eu aprendi desde pequeno que sempre ganha o rico. Então o que sempre me diziam em conversar? Não vai dar para bater Chicago, não vai dar para bater Tóquio... E de repente nós vimos que era possível. Não sei vocês pensaram como nós. Sempre esperamos o resultado. Mas, depois das apresentações do Brasil e deles, nós tínhamos certeza que não tinha como não ganhar. Então eu acho que falta nesse país mais dirigentes políticos que chorem".

O presidente, que deixou Copenhague neste sábado e seguiu para Bélgica - onde terá encontros políticos -, aproveitou para falar em tom patriótico. "Porque as coisas têm dado certo no Brasil? A diferença que eu acho que eu tenho dos governantes anteriores é que, todo santo dia, tenho que provar que o Brasil vai dar certo. E eu acredito cegamente que o Brasil pode ser uma potência econômica".

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