sábado, 3 de outubro de 2009

Faltam mais políticos que chorem, diz Lula

Minutos após o anúncio da vitória do Rio de Janeiro na eleição para sediar a Olimpíada de 2016, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desabou em lágrimas de emoção. Chorou compulsivamente. Precisou de lenço. Precisou de um copo d'água. Precisou de amparo dos mais próximos. As imagens do choro de sexta-feira do presidente da República correram o mundo. E, neste sábado, em Copenhague, Lula explicou sua reação. Disse que faltam mais políticos que chorem.

"Eu ia chorar no discurso. Engasguei várias vezes porque a Bárbara (Leôncio, promessa brasileira que participou da apresentação) estava do meu lado, ela estava muito emocionada. O Nuzman teve que emprestar um lenço para ela. Cada vez que ia apresentando uma coisa do Rio, a emoção ia tomando conta. No meu discurso, as duas vezes que eu tive que falar sobre a cidade do Rio de Janeiro, a minha voz travou. E eu segurei, segurei, segurei para não chorar", contou Lula, que participou da última apresentação do Rio para os membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) que votariam em seguida.

Depois do resultado da eleição no terceiro turno - Chicago, Tóquio e Madri, nesta ordem, foram eliminadas - e da assinatura do contrato com o COI, o presidente da República desabafou, conforme ele mesmo explica. "À noite, quando o (Carlos Arthur) Nuzman (presidente do Comitê Organizador do Rio-2016) estava falando... Ou seja, como nós já tínhamos ganhado, eu acho que relaxei. Relaxei e falei: 'bom, já que agora é para chorar, vou chorar mesmo'. Porque eu comecei a lembrar da minha vida, comecei a lembrar das coisas que pareciam impossíveis, comecei a lembrar da apresentação do Rio de Janeiro. E aí me deu vontade de chorar. E, como eu não tenho vergonha de chorar, chorei", disse.

Lula chegou a afirmar que foi o dia mais emocionante de sua vida. Questionado neste sábado se foi um acontecimento mais emocionante do que sua primeira eleição como presidente, disse: "são emoções diferentes. Na eleição eu tinha noção de que eu ia ganhar. E eu estava disputando internamente. Aqui e um jogo internacional, onde eu aprendi desde pequeno que sempre ganha o rico. Então o que sempre me diziam em conversar? Não vai dar para bater Chicago, não vai dar para bater Tóquio... E de repente nós vimos que era possível. Não sei vocês pensaram como nós. Sempre esperamos o resultado. Mas, depois das apresentações do Brasil e deles, nós tínhamos certeza que não tinha como não ganhar. Então eu acho que falta nesse país mais dirigentes políticos que chorem".

O presidente, que deixou Copenhague neste sábado e seguiu para Bélgica - onde terá encontros políticos -, aproveitou para falar em tom patriótico. "Porque as coisas têm dado certo no Brasil? A diferença que eu acho que eu tenho dos governantes anteriores é que, todo santo dia, tenho que provar que o Brasil vai dar certo. E eu acredito cegamente que o Brasil pode ser uma potência econômica".

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