sexta-feira, 10 de julho de 2009

Perdeu a viagem


Todo dia se repete a história do cidadão que precisa de um serviço público, mas dá com a cara na porta ou sai com as mãos abanando. A seguir vai procurar um outro posto de atendimento na cidade. E dá de novo com a cara na porta ou sai com as mãos abanando.

Tem sido assim com a greve do INSS, que já vai fazer um mês. Sem informação precisa sobre que postos estão atendendo --e quais serviços estão disponíveis--, muito segurado circula feito barata tonta pela cidade.

Outro exemplo foi dado pela reportagem do Agora de ontem. Faltou medicamento numa AMA no Cursino, na zona sul da capital. De cada três pessoas que batiam naquele guichê da prefeitura em busca de remédio, que era para ser distribuído de graça, duas perdiam a viagem.

Algumas receberam a "sugestão" de funcionários do posto para que procurassem outra unidade. Foram até lá e... nada. Depois de perambular, outros tiveram de comprar o remédio do próprio bolso. Há poucas coisas que irritam mais do que uma situação como essa.

Ora, a prefeitura tem o dever de, no mínimo, informar o cidadão em que unidade ele vai encontrar o medicamento. Para isso existem computadores e telefones: o funcionário liga na unidade e reserva o remédio. Deveria, na verdade, fazer mais: mandar buscar o produto que está em falta na sua unidade.

O usuário do serviço público tem o direito de ser atendido com respeito. Se falta medicamento, quem tem de resolver o problema é o posto de saúde, não o cidadão.

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