terça-feira, 30 de junho de 2009

Serra fábrica produzirá genéricos em 2010


Uma fábrica de medicamentos genéricos em Américo Brasiliense (283 km de SP) foi inaugurada e deve começar a funcionar em meados de 2010.

Os remédios, voltados à rede de atendimento SUS, serão para o tratamento de diabetes, hipertensão, mal de Parkinson e doenças mentais.
O governo estadual já investiu R$ 190 milhões e deve injetar mais R$ 50 milhões na nova unidade da Furp (Fundação para o Remédio Popular).
Quando estiver em plena atividade, a estimativa é que a fábrica produza por ano 1,2 bilhão de comprimidos por ano.

Até lá, segundo Ricardo Oliva, superintendente da Furp -que tem outra fábrica em Guarulhos-, o Estado testará máquinas e buscará na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) certificação para a produção de medicamentos.
O governador José Serra (PSDB) esteve na inauguração. Se a solenidade fosse em 2010, Serra poderia ser impedido de participar, uma vez que deve se candidatar à Presidência -a legislação exige a saída do cargo seis meses antes do pleito.
Oliva nega que a inauguração "adiantada" tenha a ver com campanha. As obras tiveram início em 2003 e deveriam ter sido concluídas em 2006. O atraso, diz, ocorreu por falta de recursos.

PT está pedindo para perder em S.Paulo


Uma semana depois de o PT ter decidido que todas as discussões sobre a sucessão ao governo de São Paulo seriam centralizadas em uma comissão, 15 dos 19 deputados estaduais do partido lançam hoje um abaixo-assinado em defesa da candidatura do atual prefeito de Osasco, Emidio de Souza (PT).

O abaixo-assinado revela que a reunião não foi suficiente para pacificar a legenda. No encontro, foi decidido que o líder na Assembleia Legislativa, Rui Falcão, o presidente estadual do partido, Edinho Silva, o líder na Câmara dos Deputados, Candido Vacarezza, e o líder no Senado, Aloizio Mercadante, seriam os responsáveis por todas essas articulações.

Falcão foi um dos que não assinaram -ele é do grupo da ex-prefeita Marta Suplicy.
Desde que surgiu o nome do deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) como possível candidato da base do presidente Lula ao governo de São Paulo, o partido está em disputa aberta entre vários grupos, cada um tentando buscar espaço para seu candidato ou uma posição melhor para negociações futuras.

Segundo o deputado estadual Carlinhos Almeida, a decisão "está em sintonia" com a reunião da sigla. Emidio não alcançou um ponto na última pesquisa Datafolha para o governo, realizada entre os dias 26 e 28 de maio.

sábado, 27 de junho de 2009

A vida num videoclipe





Mortos-vivos deixam a tumba. Uma penca deles. Cercam o casal aflito e... começam a dançar. O videoclipe de "Thriller", no começo dos anos 1980, foi um terremoto para uma geração inteira. Uma esquisitice que arrastou legiões de fãs no mundo todo.

Nos Estados Unidos, na Alemanha, no Japão e na Tailândia, garotos e garotas passavam tardes inteiras tentando imitar os passos inventados por Michael Jackson, o "moonwalk". O sujeito parecia andar para a frente, mas ia mesmo para trás.

Quantos brasileiros não terão sido batizados de Michael, ou Maicon, em homenagem ao cantor norte-americano? É difícil entender o que estava por trás de tanto sucesso e carisma. É mais fácil entender, pelo exemplo do popstar, como tanta badalação pode ter um lado cruel.

Jackson chegou ao auge muito jovem. E aí começou a derrocada. Foi perdendo a cor, afinando o nariz, mudando o corpo de todas as formas. Nos hábitos de vida, era frescura que não acabava mais. Enfrentou denúncias de pedofilia e sonegação de impostos. Perdeu dinheiro --e mesmo assim continuou muito rico.

Como sabemos de tudo isso? Porque uma celebridade desse porte não tem muita privacidade. Tudo o que faz, tudo mesmo, é registrado nas câmeras e nas páginas de jornais, revistas e na internet. E a agonia de Michael Jackson é a parte final do videoclipe que foi a sua vida.

O show acabou anteontem, de surpresa, em Los Angeles. Mas todos os lances desse espetáculo podem ser vistos e revistos. Estão ao alcance de um clique.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Heloísa Helena 'xinga' vereadora e é processada em Maceió


A vereadora Heloísa Helena (PSol) vai responder a um processo por quebra de decoro parlamentar e pode até perder o mandato caso seja considerada culpada. Ela é acusada de ter agredido com palavras a também vereadora por Maceió Tereza Nelma (PSB). Segundo Nelma, a denúncia foi feita na semana passada à Comissão de Ética da Câmara, que poderá até cassar o mandato da ex-senadora caso a acusação de falta de decoro seja confirmada pela maioria absoluta do plenário.

Nelma disse que processou Heloisa depois de um bate-boca com a ex-senadora, que a acusou de ter copiado um projeto de outro Estado da federação e ter recebido ilegalmente R$ 162 mil de verba de gabinete. Além disso, Heloísa acusou Nelma de envolvimento em desvio de recursos destinados a entidades que cuidam de crianças carentes e excepcionais. Durante a troca de insultos, Heloísa chamou a colega de "porca trapaceira" e "ladra de próteses de criancinhas deficientes".



O bate-boca entre as duas vereadora começou depois que a ex-senadora apresentou um apresentou um projeto que estendia, por mais três meses, o mandato dos conselheiros tutelares em alguns bairros de Maceió. Heloísa Helena, que é presidente da Comissão da Criança e do Adolescente, justificou a proposta alegando que uma liminar da Justiça havia suspendido a eleição e as crianças, em situação de risco social, não poderiam ficar sem assistência, por causa do fim do mandato dos conselheiros.



A proposta da ex-senadora era estender os prazos de permanência dos conselheiros até que a questão judicial fosse resolvida. Tereza Nelma não concordou com a proposta, defendeu a não renovação dos mandatos dos conselheiros, mas foi voto vencido. Durante a discussão do assunto, Heloísa teria acusado Nelma de apresentar um projeto copiado de outro Estado, ao argumentar a prorrogação do mandato dos conselheiros tutelares. "É mentira", disse Nelma.



A partir daí a discussão descambou para o lado pessoal e houve troca de acusações. Para agravar a situação, em entrevista à imprensa, Heloísa ainda disse ter provas que Tereza Nelma "colocou no bolso" R$ 162 mil de verba de gabinete, considerada ilegal pelo Ministério Público Estadual. Por contas das acusações e xingamentos, Nelma resolveu processar a colega. "Vereador pode roubar os cofres públicos, mas não pode chamar o outro de porco ou de porca", ironizou Heloísa.



"Entrei com pedido de quebra de decoro parlamentar contra ela na Câmara e estou preparando também outro processo por danos morais. É a primeira vez em que me vejo em uma situação como essa", afirmou Nelma. "Estou tendo acesso à fita da sessão plenária, para anexá-la ou processo. Soube também que no sábado passado a vereadora voltou a me acusar em entrevista a uma emissora de rádio. É muito desaforo. Minha família já está angustiada com tudo isso", comentou Tereza Nelma.



"Se houver provas contra Heloísa, ela pode ser cassada. O caso será analisado", disse o presidente da Comissão de Ética da Câmara de Maceió, o pastor Marcelo Gouveia (PR). Segundo ele, quem faz acusações como as que foram feitas pela ex-senadora "tem que provar". No início desta legislatura, Heloísa entrou com uma representação no Ministério Público Estadual questionando a legalidade do pagamento da verba de gabinete de R$ 27 mil aos vereadores.

Na semana passada, o promotor de Justiça Marcos Méro declarou que os valores da verba de gabinete estavam sendo pagos aos vereadores de forma ilegal e inconstitucional. O pagamento, segundo Méro, estava sendo feito em dinheiro vivo, com prestação de contas irregular e sem controle da Mesa Diretora. Por isso, o promotor entrou com uma ação na Justiça para extinguir a verba de gabinete. Desde o início do mandato, Heloísa se recusa a receber a verba de gabinete.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Em nota, Sarney se diz vítima de 'campanha midiática'


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), afirmou em nota que a matéria de hoje do jornal O Estado de S.Paulo é uma campanha da mídia contra ele. "Uma campanha midiática para atingir-me, na qual não excluo a minha posição política, nunca ocultada, de apoio ao presidente Lula e seu governo", diz a nota. Sarney atribui como um dos motivos dessa suposta campanha o fato dele apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em sua nota, o neto de Sarney nega que tenha recebido favorecimentos para atuar como operador de crédito consignado para funcionários da Casa.

sábado, 20 de junho de 2009

Eros Ramazzotti- Tina Turner - Cose dela vita

Brechas para a troca de partido


Com a proximidade do fim do prazo para que mudanças na legislação eleitoral possam valer na eleição do próximo ano (30 de setembro), deputados se empenham em buscar acordos para a aprovação de uma regra que permita a infidelidade partidária. No próximo dia 2, será a vez de o deputado Luciano Castro (PR-RR) trabalhar por uma brecha para o troca-troca. É quando ele pretende ler seu parecer na comissão especial formada para analisar uma proposta da deputada Rita Camata (PMDB-ES) apresentada em 1995. Diferentemente do teor do projeto original, que determinava a cassação para quem trocasse de partido no curso do mandato, o relator vai propor a permissão para que políticos mudem de legenda durante o mês de junho do ano das eleições. Justamente o período em que ocorrem as convenções.

Castro alega que a brecha é necessária para evitar que os interessados em se candidatar a algum cargo eletivo se tornem escravos das deliberações das convenções partidárias. Dessa forma, depois de saber sobre a decisão do seu partido, o político terá tempo para escolher outra legenda e migrar para ela antes do fim do prazo legal. “É preciso dar espaço para que uma pessoa que não gostou do resultado da convenção do seu partido tenha chance de trocar e candidatar-se ao cargo que pretende em outra legenda. É uma ideia bem aceita por praticamente todos os partidos e por muitos governadores”, diz.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Jetons a aliados


Dois integrantes da gestão Gilberto Kassab (DEM) acumulam três vagas em conselhos de administração e fiscal de empresas municipais. Com isso, têm direito a R$ 12 mil em jetons além do salário. Os dados foram divulgados pela prefeitura no portal De Olho Nas Contas no fina lda tarde. A administração diz que as informações são públicas e que, por isso, não há o que comentar.

Marcus Sinval, secretário de Comunicação, aparece no conselho administrativo da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e dos fiscais da São Paulo Transportes (SPTrans) e da São Paulo Turismo (SPTuris). O administrativo lhe dá direito a um jeton de R$ 6 mil. Os dois fiscais, outros R$ 3 mil cada um. Como secretário, recebeu em maio R$ 7.895,92.

Walter dos Santos Fasterra, que já foi da Secretaria de Finanças, agora é integrante da Educação. Pela listagem da Prefeitura, é conselheiro administrativo da SPTrans e fiscal da CET e da Empresa Municipal de Processamento de Dados do Município de São Paulo (Prodam). Como o jeton dessas últimas é de R$ 3 mil, também tem direito a R$ 12 mil além de seu salário, de R$$ 5.664,28.

A Prefeitura divulgou a lista de 90 vagas em conselhos das seis empresas públicas da capital - além das já citadas, a Companhia Metropolitana de Habitação (Cohab) e a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb). Três têm valor igual a zero, sendo duas ocupada pelo secretário municipal de Transportes e Serviços, Alexandre de Moraes - ele afirma ter desistido de ambas - e a terceira pelo secretário municipal de Infra-Estrutura Urbana e Obras (Siurb), Marcelo Cardinale Branco.

Dezenove nomes se repetem de maneira idêntica na lista. Entre eles estão os secretários de Educação, Alexandre Schneider (R$ 12 mil em jetons); de Transportes, Alexandre de Moraes (R$ 0, pois afirma ter desistido dos dois); de Relações Governamentais , Antonio Carlos Rizeque Malufe (R$ 12 mil); de Governo, Clovis Carvalho (R$ 12 mil); de Segurança Urbana, Edsom Ortega (R$ 9 mil); de Verde e Meio Ambiente, Eduardo Jorge (R$ 12 mil); de Habitação, Elton Santa Fé (R$ 12 mil); de Direitos Humanos, José Gregori (R$ 9 mil); de Saúde, Januário Montone (R$ 12 mil); de Planejamento, Manuelito Magalhães Júnior; de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem (R$ 12 mil); de Finanças, Walter Rodrigues (R$ 12 mil).

Ontem, o Ministério Público instaurou inquérito para apurar a regularidade da divulgação dos salários na internet. A Prefeitura diz que não foi notificada.

Já vão tarde

O ex-presidente Itamar Franco agendou para 6 de junho o ato de sua filiação ao PPS, em Belo Horizonte. Pretende levar para a nova legenda os colaboradores mais fiéis, inclusive o ex-chefe da Casa Civil Henrique Hargreaves. Itamar faz segredo sobre suas pretensões eleitorais.

É sempre assim; Os tucanos corruptos se livram com ajuda da justiça


Conselho admite que Eduardo Jorge foi perseguido

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) reconheceu que os procuradores regionais da República em Brasília Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb perseguiram Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). A decisão, tomada por unanimidade na sessão de quarta-feira, mantém punição aplicada aos procuradores e acolhe recurso - embargos de declaração - de Eduardo Jorge para inclusão da expressão "perseguição" no texto do acórdão. "Eu já havia me sentido reparado pela decisão anterior, mas entrei com embargos porque o acórdão omitiu a perseguição pessoal, motivada por razões políticas, reconhecida naquele julgamento", declarou Eduardo Jorge, hoje vice-presidente executivo do PSDB.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Greve no INSS


O INSS volta a entrar em greve por tempo indeterminado depois de quatro anos de relativa calmaria. É justo que os servidores façam suas reivindicações, mas a greve prejudica pessoas que precisam da assistência do INSS --aposentados, pensionistas, doentes, gestantes. Tanto é que o STJ (Superior Tribunal de Justiça) considerou o protesto abusivo e mandou suspendê-lo.

O argumento da Justiça é que não há nenhum indício de que o sindicato já tenha tentado negociar a pauta de reivindicações --o que viola a Lei da Greve.

Os servidores são contra a proposta do INSS de aumentar de 30 para 40 horas de trabalho semanais. A jornada de 30 horas vigora desde 1984. O instituto diz que já fez um acordo com os trabalhadores a respeito das 40 horas.

A greve pega uma minoria de agências, mas ainda assim causa transtornos a muita gente. A estimativa é que, ontem, 6.125 segurados ficaram sem atendimento no Estado --cerca de 11,8% da média de 51.700 atendimentos diários.

Mesmo setores que não entram em greve acabam não podendo trabalhar, como é o caso dos peritos. Parte das perícias não foi feita por falta de servidores no atendimento.

A lei tem que ser cumprida. A greve é um direito, mas desde que esteja dentro dos conformes. Não dá para voltar ao tempo em que greve era praticamente integrante do calendário do INSS. Deixar parte da população sem atendimento para fazer uma paralisação fora da lei é um abuso, que deve ser combatido.

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