quarta-feira, 31 de março de 2010

Demo diz que vai contar tudo

Ao depor ontem à CPI da Corrupção, na Câmara Legislativa, o ex-secretário de Relações Institucionais do DF Durval Barbosa mandou recados para políticos e empresários de Brasília. "O rolo compressor vem aí, nem começou. Quem tiver sua culpa que assuma, pois muita coisa vai acontecer."

Delator do "mensalão do DEM", Barbosa afirmou que resolveu denunciar o esquema porque "não aguentava mais os achaques" do governador cassado José Roberto Arruda e do ex-vice-governador Paulo Octávio, que renunciou após o escândalo.

Ele ratificou os 40 depoimentos dados até agora à Polícia Federal e ao Ministério Público como réu colaborador do inquérito conduzido pelo Superior Tribunal de Justiça. Mas se recusou a responder às perguntas dos deputados, uma vez que vários dos membros do Legislativo são acusados de receber propina.

"Só presto depoimento para entidades sérias e nas quais confio", afirmou. Com isso, a sessão da CPI durou apenas 35 minutos. Diante da insistência do deputado Batista das Cooperativas (PRP), Barbosa disse, irritado, que seria mais útil interrogar os envolvidos no esquema. "A sociedade está ansiosa para ouvir o ex-governador Arruda, o Paulo Octávio, seus assessores, os secretários e os deputados envolvidos darem suas explicações."

Segurança. A sessão foi realizada num auditório da PF, sob forte esquema de segurança porque o ex-secretário está sob proteção. Suas delações levaram à deflagração da Operação Caixa de Pandora, em novembro passado. Ele anexou ao inquérito 30 vídeos com cenas de corrupção explícita em que Arruda, deputados e secretários aparecem guardando maços de dinheiro nos bolsos, em pastas e até nas meias e cuecas. "Eu apenas tive a coragem de me livrar desse mal que estava me corroendo."

O advogado de Arruda, Nélio Machado, classificou de "retórica" as ameaças de Barbosa. "Rolo compressor é contra ele."

domingo, 28 de março de 2010

Serra sempre aprontando as suas debaixo dos panos

Vítima de cybersquatting ("grilagem" de domínios de internet), o governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência, José Serra, recuperou, por meio de liminar, os endereços joseserra.com.br e joseserra.org.br, que foram registrados em 2008 por uma associação de Minas Gerais que ministra cursos a distância, a maioria de cunho religioso. O PSDB tinha perdido os domínios em 2002, por deixar de pagar a manutenção de R$ 30 anuais por cada endereço.
O Núcleo de Informação e Coordenação Ponto BR (entidade que administra o registro de domínios no país) havia recusado uma demanda oficial do PSDB para retomar a posse dos endereços. O contrato que rege essa relação preserva alguns direitos da primeira pessoa a solicitar determinada URL, desde que ela consiga comprovar a legitimidade da demanda.
Frustrada a tentativa de reaver o domínio, a assessoria jurídica dos tucanos entrou, no dia 11, com ação na Justiça, alegando uso abusivo da imagem de Serra, além da reprodução ilícita dos símbolos do PSDB.
Na ação, que inclui pedido de indenização por danos morais, os advogados de Serra reproduzem documento em que os atuais proprietários do domínio se dizem dispostos a vendê-lo a um madeireiro no Pará, homônimo do governador.
Segundo o advogado Ricardo Penteado, a associação mineira sinalizou a hipótese de venda do domínio, o que por si só já justificaria a retomada da URL. Penteado chama de insólita a versão dos donos do domínio, já que o site exibia fotos de Serra, atribuindo ao governador a autoria de textos publicados.
Na última quinta-feira, o juiz João Omar Marçura determinou, liminarmente, o cancelamento do domínio e aplicação de multa diária de R$ 500 em caso de seu descumprimento.
Um dos responsáveis pela comunicação na campanha de Serra, Eduardo Graeff admite que a manutenção do registro nas mãos da associação causaria prejuízo à candidatura.
"Para a comunicação de Serra, não chega a ser uma tragédia, mas é um ruído", disse.
Os indícios de cybersquatting não sensibilizaram o órgão regulador, e a disputa entre o tucano e Magnus Carlo de Oliveira Costa, 26, ganhou outra versão: além do madeireiro, haveria outro homônimo.
"O domínio não é meu, apenas uso em comodato", afirmou à Folha Magnus, que até ontem ainda aparecia numa foto no endereço www.joseserra.com.br. Dizendo-se fã do governador, a quem chama de "futuro presidente do Brasil", o empresário diz que o domínio foi cedido por José Marcelino de Mirando, ou o "pastor José Serra" -sobre quem não há qualquer menção na web.
"Como todo pastor, ele é amante das almas e sempre luta contra a criminalidade, prostituição infantil, drogas, alcoolismo e outros. Viajou demais por todo o Brasil fazendo trabalho missionário e está muito doente", contou Magnus.
O empresário administra em Ituiutaba (MG) com seu pai, o advogado Omar Silva da Costa, uma empresa de cursos à distância que, entre outros temas, oferece formação específica em capelania e até um doutorado em Teologia da Divindade.
Ambos aparecem vinculados a uma dezena de entidades supostamente religiosas e que combateriam as drogas que registraram domínios com a extensão ".br". Todas vendem palestras e cursos de, em média, 90 dias e que podem ser adquiridos diretamente na internet por cerca de R$ 300.
Entidades evangélicas acusam os empresários de plágio e grade curricular inadequada. A igreja católica também manifestou contrariedade porque a imagem do Papa Bento XVI foi usada num dos sites dos empresários para referenciá-lo. A página www.cursodepadre.com.br, cujo domínio estava em nome de Magnus e foi alterado para o de uma mantenedora de sites, saiu do ar e foi redirecionada para o Google.
Magnus se diz vítima de perseguição religiosa. "A religião é livre no Brasil, e cursos católicos de natureza estritamente religiosa, também. Entendo que há intolerância religiosa e tentativa de danos morais."

quinta-feira, 18 de março de 2010

Maquiagem pública

O prefeito Gilberto Kassab (DEM) parece não se orgulhar da cidade que administra nem do seu próprio trabalho.

Senão, não precisaria se esforçar tanto para maquiar regiões e bairros de São Paulo que pretende visitar.

Sempre que o prefeito tem um compromisso público em algum lugar da capital, uma equipe da subprefeitura é mobilizada para melhorar as condições de limpeza e os cuidados com a região.

Os assessores de Kassab têm até um nome para a rotina: "operação prefeito".

Horas antes da chegada do prefeito, funcionários de empresas de limpeza ou da subprefeitura desembarcam no local e começam a recolher o lixo e aparar o mato. Dependendo da ocasião, pintam o meio-fio; até asfalto novo já colocaram em um trecho.

A própria existência dessas operações revela que a cidade está precisando de mais cuidado.

Todo paulistano é testemunha disso. O mato cresce livremente em alguns pontos, ruas sujas parecem ter sido abandonadas, a sinalização de trânsito falha com frequência e o asfalto, já de má qualidade, está cada vez mais esburacado.

Tudo isso sugere que as equipes das subprefeituras deviam ser usadas, todos os dias, para melhorar a qualidade de vida das pessoas que moram na cidade --e não para fazer maquiagem durante a visita de autoridades.

Alguém devia dizer ao prefeito que os cidadãos sabem muito bem a diferença entre faz-de-conta e realidade

quinta-feira, 4 de março de 2010

Arruda quer trocar PF por clínica. Motivo? ‘Estresse’


Preso na sede da Polícia Federal em Brasília, o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM), pode alegar que sofre estresse na cadeia para ser transferido a uma clínica particular, caso os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitem, na tarde de hoje, o pedido de habeas corpus dele, que é acusado de obstruir as investigações do mensalão do DEM.

Pela manhã, a batalha será na Câmara Legislativa, que vota o pedido de impeachment de Arruda, suspeito de comandar o esquema de corrupção. Ontem, ele enviou documento à Corte e ao Legislativo em que assume o compromisso de manter-se, em caso de soltura, licenciado do cargo até o fim das investigações.

Novos caminhos

Apesar das promessas e dos argumentos jurídicos, os advogados já estão preparados para uma derrota no STF e articulam novos caminhos: pedir a revogação da prisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável pelo cárcere do governador, ou uma saída médica, em que Arruda seria transferido para uma clínica particular sob a condição de preso.

Os ministros do STJ, que já sinalizaram que aceitam libertá-lo em troca da renúncia ao cargo, não veem com simpatia a proposta de uma “licença até o fim das investigações”.

A cartada do problema de saúde é uma etapa intermediária para evitar uma decisão radical. Clínicas renomadas de Brasília já foram sondadas por emissários do governador sobre a possibilidade de recebê-lo na eventualidade de a Justiça aceitar a alegação de que ele não terá condições de saúde para continuar na PF.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Chega de trote

Futuros médicos que estudam na UMC (Universidade de Mogi das Cruzes) partiram para a ignorância na hora de recepcionar os calouros.

Veteranos reuniram os novatos num sítio para submetê-los a humilhações. Os recém-chegados levaram tapas no rosto, tiveram que beijar os pés dos mais antigos e passaram pelos conhecidos "banhos" de farinha, ovo e ketchup. E ainda teve gente obrigada a lamber carne bovina estragada.

Alguns estudantes que se recusaram a cumprir as ordens dos veteranos foram brindados com uma dose de caipirinha nos olhos. Um espetáculo de violência e covardia.

Apesar de tudo, depois que o trote acabou ninguém procurou uma delegacia para se queixar. Mas como as imagens da festinha foram exibidas no domingo pelo programa "Fantástico", da Rede Globo, a Polícia Civil decidiu abrir inquérito. Em 30 dias a investigação será concluída.

A direção da UMC também instaurou uma sindicância interna para apurar responsabilidades. Em Mogi das Cruzes, o trote é proibido por lei municipal, que estabelece multa de R$ 1.996 para os responsáveis.

O caso mostra que esse tipo de prática, que já acabou até em morte, continua sendo uma tradição em nossas faculdades.

Felizmente, como aconteceu este ano na Faculdade de Medicina da USP, tem gente tentando mudar. Em vez do trote, a escola recebeu os calouros com churrasco, jogos de futebol, aulas de forró e outras atividades.

Foi um ótimo exemplo, que deveria ser seguido.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Vossa Excelência é um fanfarrão

Com pose de estadista a mascarar o semblante de canastrão, ele discorre sobre a crise política na capital do país. Esbanja indignação. "É tão vergonhoso, é tão escandaloso, meu Deus do céu, como pode chegar nisso aí?" Não há nada de excepcional no desabafo do ex-governador. Declarações parecidas são ouvidas em conversas de botequim, gabinetes ministeriais e nos intervalos das peladas de fim de semana. São uma espécie de senso comum. Passariam despercebidas não fosse um detalhe: tão vergonhoso ou escandaloso quanto o momento vivido por Brasília é o fato de Roriz se apresentar como vestal à sociedade. Como se nada tivesse a ver com o quadro de falência institucional no DF. Coisas de um fanfarrão, diria Capitão Nascimento.

Primeiro governador preso em meio a um processo de corrupção e afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), José Roberto Arruda (ex-DEM) cresceu na política pelas mãos de Roriz. Entre outras funções, foi seu secretário de Obras. Responsável pelas gravações que provocaram a queda de expoentes do Executivo e do Legislativo, Durval Barbosa presidiu a Companhia de Desenvolvimento do Planalto Central (Codeplan) entre 1999 e 2006, quando Roriz estava à frente do Palácio do Buriti. A digital do ex-governador é facilmente identificada nesta crise. Mais importante: aparece em outras denúncias de desvio de recursos públicos e afronta à legalidade.

A lista é extensa. Vai da negligência com a grilagem a supostos avanços sobre o erário. Em 2007, por exemplo, Roriz renunciou ao mandato de senador para fugir da cassação de mandato e não perder o direito de disputar eleições até 2022. Tomou a decisão depois da divulgação de conversas telefônicas nas quais aparecia negociando a partilha de R$ 2,2 milhões com o ex-presidente do BRB Tarcísio Franklin de Moura.

Com um currículo desses, não seria mais razoável submergir e assistir aos desdobramentos da novela do panetone nos bastidores? Não seria recomendável "trabalhar em silêncio", como dizem os políticos, do que sair a campo para tripudiar do cidadão brasiliense? Tachado de jeca pela oposição, Roriz não é um grande orador nem dotado de capacidade gerencial para resolver os problemas da população.

Mas tem tino para aproveitar as oportunidades.

Com a propaganda eleitoral do PSC, faz uma aposta de alto risco. Ao mesmo tempo em que tira um sarro daqueles que conhecem seu passado, ciente do risco de ser atacado por isso, ocupa o vácuo da política no Distrito Federal. Emerge como opção de salvação da capital. Apresenta-se como solução num momento em que seus adversários tradicionais - PT, PSB e PCdoB - batem cabeça e estão à margem do páreo. E deixa claro para os distritais que está pronto para ser aclamado governador em eventual eleição indireta, dando a cara a tapa em nome da preservação da engrenagem que montaram nos últimos anos.

De quebra, o ex-governador ainda reforça sua condição de favorito na eleição direta prevista para outubro. Avança a passos largos favorecido pelo encolhimento dos adversários.

Nessa toada, só será barrado por uma intervenção: federal, da dobradinha Justiça-Polícia Federal ou do próprio eleitor.

Não custa torcer para que isso ocorra. Afinal, como bem dito na propaganda, haverá punição aos culpados. "Por um lado, eu fico com uma profunda decepção. Por outro, cheio de esperança que a Justiça cumpra seu dever", afirma Roriz na televisão.

A esperança também é nossa, governador.

Até logo Depois de dois anos e meio, deixo o Correio - desculpemme o clichê - em busca de novos desafios. Aos colegas de redação, um abraço pelo companheirismo ao longo da caminha

Tão escandaloso quanto o momento vivido por Brasília é o fato de Roriz se apresentar como vestal à sociedade. Como nada tivesse ver com o quadro de falência institucional no DF. Coisas de um fanfarrão, diria Capitão Nascimento.Correio

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Na escolinha do professor Serra e Kassab, Mães não encontram vagas para alunos

Está difícil conseguir uma vaga na rede municipal para crianças que têm seis anos e são indicadas atualmente para cursar a 1ª série. A procura aumentou neste ano em função de implementação da Lei 11.274, que institui a obrigatoriedade de nove anos de ensino fundamental em todo do país e transformou o antigo pré no primeiro ano. Esse novo modelo de educação visa garantir mais tempo de estudo às crianças.

Os municípios tiveram quatro anos para programar as adaptações necessárias. A capital optou em colocar o novo modelo em prática apenas neste ano --prazo máximo estabelecido pela legislação aprovada em fevereiro de 2006. Pelas regras válidas atualmente, crianças que completaram seis anos até 8 de fevereiro precisam ser matriculadas em Emefs (Escolas Municipais de Ensino Fundamental). Antes, essa faixa etária era aceita na pré-escola.

Escolas não têm carteiras adequadas

As escolas da rede municipal e estadual de São Paulo ainda não estão preparadas, segundo professores e pais, para receber as crianças de seis anos no ensino fundamental. Muitas ficam sentadas em cadeiras de adultos sem conseguir alcançar o pé no chão.

"Elas são pequenas, não aguentam ficar cinco horas aqui. Estão sempre inquietas, incomodadas. Depois do lanche, coçam o olho de sono", conta Maria, professora de uma escola em Cidade Dutra (zona sul de SP). Com a mudança, a ideia era que houvesse uma adaptação para receber as crianças mais novas, o que não ocorreu.

Desemprego tem menor taxa para janeiro: 7,2%

O mercado de trabalho brasileiro começou o ano aquecido. A taxa de desemprego de janeiro foi de 7,2%, a mais baixa para o mês desde 2003, informou ontem o IBGE. No mesmo mês de 2009, ficara em 8,2%. Frente a dezembro, a desocupação subiu, o que ocorre todo início de ano, diante da dispensa de trabalhadores temporários contratados para o período de Natal. Porém, este ano, a alta sazonal no desemprego em janeiro foi a menor já captada pelo levantamento.

Em dezembro, o desemprego estava no menor nível da série histórica, atingindo 6,8% da força de trabalho das seis regiões metropolitanas acompanhadas pelo IBGE.

Anteontem, o Dieese divulgou a sua taxa de desemprego, que também foi a menor para janeiro desde 1998, ficando em 12,6%. E, na semana passada, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou a criação de 181 mil empregos com carteira assinada em janeiro, o melhor resultado para o mês desde 1992, quando teve início a estatística.

Cimar Azeredo, gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), afirma que o cenário mais favorável da economia está se refletindo no mercado de trabalho. Ainda há 1,687 milhão de trabalhadores desempregados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE, mas esse contingente chegou a superar dois milhões entre março e maio do ano passado.

- Por fatores sazonais, o desemprego sempre sobe em janeiro, mas, no mês passado, essa elevação foi a menor desde 2003 (a pesquisa começou em março de 2002).

Outro sinal positivo do levantamento apareceu na qualidade do emprego, segundo Azeredo. Das 451 mil vagas abertas em um ano, na comparação com janeiro de 2009, 73,8% foram com carteira assinada: - Os resultados mostram o mercado de trabalho com mais vigor, tanto que a absorção de temporários foi mais intensa que nos outros anos.

O diretor do Instituto de Economia da UFRJ, João Saboia, afirma que os números de janeiro indicam que 2010 poderá ser o melhor ano do mercado de trabalho desde que existe a atual pesquisa do IBGE.

- No início de 2009, era impensável falar na criação de um milhão de vagas formais, como aconteceu (no ano passado). Poderemos ter a menor taxa de desemprego da pesquisa.

Mesmo com a inflação maior em janeiro, o rendimento médio do trabalhador subiu 1,1%, refletindo a dispensa de temporários, que ganham menos. Esse movimento fez a média dos salários aumentar de R$ 1.359,17 para R$ 1.373, de dezembro para janeiro. Já na comparação com janeiro de 2009, houve queda de 0,4% na renda. A massa de salários (total dos rendimentos de todos os ocupados) cresceu 2,1% frente a janeiro de 2009.

- Isso indica que a demanda na economia continuará aquecida - diz Saboia.

Indústria espera aumento de produção e emprego O otimismo dos industriais brasileiros recuou ligeiramente em fevereiro, para 67,8 pontos, contra 68,7 em janeiro. Mas a confiança em relação ao desempenho da economia neste ano continua elevada, bem acima da média de 50 pontos, em uma escala de zero a cem, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado ontem pla Confederação Nacional da Indústria (CNI).

- As empresas estão esperando um bom ano, com aumento de produção, de horas trabalhadas e do nível de emprego - disse o economista da CNI, Flávio Castelo Branco.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Apareceu!

E a Alda Marco Antônio, hein?!

Está adorando todo esse babado de cassação em SP.

Só assim a vice-prefeita ganhou visibilidade no governo Kassab:

80% dos paulistanos nem sabiam que ela existia.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Sabesp leiloa duas primeiras PCHs com investimento de R$ 27 milhões

A Sabesp assina hoje o primeiro contrato para a construção de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), seguindo um plano da companhia para aproveitar o potencial de geração da sua rede de distribuição. Lançada no fim do ano passado, a licitação foi vencida pelas empresas Tecniplan e Servtec, que ofereceram à Sabesp a maior parcela da energia gerada - 23%, frente a um mínimo de 20% previsto no edital.

A licitação abrange duas centrais hidrelétricas com potencial de geração de 7 megawatts (MW), o suficiente para alimentar uma cidade com 100 mil habitantes. Uma das usinas será instalada na estação de tratamento do Guaraú, na Serra da Cantareira, com potencial de 4 MW. Trata-se da maior unidade de tratamento da Sabesp - abastece 8,8 milhões de habitantes. A outra usina será instalada na estação de tratamento do Atibainha, também do sistema Cantareira.

O investimento exigido pelos projetos, calcula a Sabesp, é de R$ 27 milhões, e a receita total com a venda da energia pode chegar a R$ 8 milhões ao ano. A concessão vai até 2030, e as obras devem durar dois anos e dez meses.

Com mais experiência em térmicas, as empresas vencedoras devem estrear como operadoras de PCHs. Segundo o presidente da Tecniplan, Marcos Nascimento, o projeto é inovador, e pode ser expandido para outras concessionárias ou para mais estações da própria Sabesp, que no momento está levantando o potencial de outros pontos da rede. "Com o projeto a Sabesp usa uma energia renovável que estava pronta para ser aproveitada", diz.

Telefonia e internet no Brasil estão entre as mais caras do mundo

Custo dos serviços vem caindo, mas brasileiro ainda paga 10 vezes mais que um europeu para falar no celular

O preço que o brasileiro paga pelos serviços de telecomunicações (internet banda larga, telefonia fixa e celular) caiu no ano passado em relação a 2008. Mesmo assim, o Brasil ainda tem um dos custos mais altos do mundo para esses serviços e o acesso ao celular no Brasil ainda está uma década atrasado em comparação aos países lideres no uso da tecnologia.

O alerta faz parte do raio x anual produzido pela União Internacional de Telecomunicações sobre tecnologias da informação, considerada a avaliação mais completa do mercado. Para a entidade, o Brasil ainda não completou sua liberalização do mercado para operadores, e a falta de concorrência em algumas áreas ainda é um obstáculo. A taxa de penetração de celulares, por exemplo, é equivalente ao que Hong Kong, Itália, Luxemburgo ou Emirados Árabes tinham em 2000.

O Brasil subiu de forma marginal no ranking que mede a preparação de cada país em termos de tecnologia de comunicação, passando do 61º lugar para o 60º entre 2008 e 2009. Mas o País ainda não voltou à posição que tinha em 2002, quando estava entre as 50 economias mais competitivas nesse setor. O motivo da queda seria a relativa baixa educação da população, que prejudica o uso de novas tecnologias.

Outro fator é o custo ainda cobrado por operadoras que prestam serviços de comunicações. No geral, um brasileiro gasta 4,1% de sua renda para pagar por tecnologias de comunicação, taxa superior à de 86 outros países. A taxa é a pior entre os países do Bric, e perde também para Argentina e Irã, por exemplo. Proporcionalmente, um brasileiro gasta mais de dez vezes o que um cidadão europeu ou canadense gasta para se comunicar. Mas a boa notícia é que o custo vem caindo. Em 2008, o custo era de 7,6% da renda do brasileiro.

Segundo a UIT, o preço médio do serviço celular no Brasil caiu 25% em comparação à renda da população - mesma queda verificada na média mundial. Hoje, um brasileiro gasta em média 5,66% da renda para usar o serviço, contra 7,5% em 2008. A taxa é mais de cinco vezes a que as operadoras cobram na Europa, e apenas 40 países de um total de 161 economias analisadas tem serviço de telefonia móvel mais cara que o Brasil - quase todos as economias mais pobres do mundo. Em Mianmar, por exemplo, o custo do celular chega a 70% da renda média de um cidadão.

Entre 2008 e 2009, o Brasil foi um dos 20 países que mais cortaram custos com celulares. Mas, ainda assim, todos os países do Bric e todos os sul-americanos pagam menos pelo celular que os brasileiros. A Bolívia é a única na região que tem um celular mais caro. Macau, Hong Kong, Dinamarca e Cingapura são os locais mais baratos para o celular, onde o serviço é responsável por meros 0,1% da renda média.

Hoje, 78% dos brasileiros têm um celular, contra 63% em 2008. Em 2002, essa taxa era de 19,5%. Em 2009, 4,6 bilhões de celulares estavam em funcionamento no planeta. Este ano, o número chegará a 5 bilhões.

No Brasil, o preço do telefone fixo ainda sofreu a segunda maior queda no mundo entre 2008 e 2009. A redução foi de 63%, superado apenas pela Rússia. O custo médio passou de 5% da renda de uma família para 2,1% em 2009. Diante da queda, o número de telefones aumentou. Em 2007, eram 20% da população com telefone fixo. Em 2008, essa fatia chegou a 21,7%. Mas 85 países ainda têm tarifas mais baratas que as do Brasil.

INTERNET

Em termos de acesso à internet em banda larga, a UIT aponta que os custos no Brasil estão bem acima da média dos países ricos. Uma assinatura de banda larga exigia 9,6% da renda de um brasileiro em 2008. Em 2009, a taxa caiu para 4,58% da renda, uma redução de 52%.

Entre todos as economias analisadas, a UIT estima que 70 países têm um serviço de internet mais barato que o do Brasil. Outros 91 países têm uma internet ainda mais cara que no País, entre eles a China e Índia, em comparação à renda.

Para a UIT, o acesso à banda larga é o real espelho do desenvolvimento de um País na difusão da internet. E, nesse critério, a situação brasileira ainda está longe do ideal. O acesso passou de 4% da população em 2007 para 5,2% em 2008. No Brasil, o custo médio é de US$ 28,00. Nos países mais caros, a banda larga ainda pode custar US$ 1,8 mil por mês, como em Burkina Fasso, ou US$ 1,6 mil em Cuba.

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