terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Retomada será em março, diz Lupi


Em linha com a percepção de alguns empresários como o presidente do grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem que a economia brasileira voltará a crescer em março. A previsão, de acordo com o ministro, se justifica pelo início de reação em determinados setores da atividade econômica, que já demonstram sinais de aumento de renda e do consumo.

– Em setembro, previ que os meses de outubro, novembro, dezembro, janeiro e fevereiro seriam difíceis, mas que no mês de março iniciaria a vanguarda do crescimento no país – afirmou Lupi. – O Brasil será o primeiro país a crescer durante a crise. O setor de construção civil e a indústria já começaram a dar sinais de retomada do crescimento. O saldo negativo caiu muito. É claro que não podemos comparar janeiro deste ano com janeiro do ano passado, mas no auge da crise, a menor desaceleração já é um mérito. Sou um homem de fé.

Na mesma linha que o ministro do Trabalho está o consultor de empresas e conferencista Stephen Kanitz, que causou polêmica recentemente ao afirmar que não há crise no Brasil. Para Kanitz, o debate sobre recessão se disseminou a partir de previsões alarmistas, mas o Brasil não apenas está longe do fundo do poço como será o único entre os países emergentes a sair rapidamente da turbulência.

– A palavra crise já não é adequada. Não é nem que estejamos engatinhando, nós já saímos do fundo do poço, e saímos bem – afirma Kanitz.

Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mostrou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião no Palácio do Planalto, que os últimos números dão sinais de melhora da economia. Na última sexta-feira, o empresário Abilio Diniz afirmou que muitos empresários aproveitaram a crise mundial para promover ajustes que seriam feitos de qualquer maneira nos quadros de funcionários. De acordo com o empresário, que participou na ocasião de evento com o ministro Guido Mantega, as demissões ocorreriam independentemente da crise.

Mais moderado, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, afirmou que a confirmação do processo de recuperação vai depender do que acontecer no primeiro trimestre deste ano. No entanto, afirma que, mesmo que 2009 não seja um ano de bonança, dificilmente teremos uma catástrofe.

Pochmann enumerou três fatores para justificar o impacto da crise sobre o Brasil a partir de outubro. Além do contágio pelo comércio externo, com a queda dos preços das commodities, citou a redução do crédito e o comportamento das transnacionais instaladas no Brasil. O economista justificou que muitos dos cortes e das remessas de recursos para o exterior, sob a forma de dividendos, foram motivadas pela necessidade de compensar as perdas das matrizes no exterior.

Para sair mais rápido da crise, Pochmann afirma que será fundamental a rapidez de resposta do governo. Um fator que, segundo o economista também poderá contribuir para a recuperação, é a diversificação do rol de parceiros comerciais do país.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Taxab vai passear no Líbano e Alda assumirá cargo


O prefeito Gilberto Kassab (DEM) vai ao Líbano no início de março e, entre outros compromissos, ele diz que conhecerá o projeto de reconstrução de Beirute, capital do país que foi devastada por 15 anos de guerra. Kassab pretende usar o modelo como referência para a revitalização do centro de São Paulo.

Esta será a quarta viagem internacional do prefeito desde que ele assumiu o cargo, em 2006, e a primeira deste segundo mandato. Ela ocorrerá entre 1º e 8 de março. A vice-prefeita Alda Maria Marcoantonio (PMDB) assumirá a administração pela primeira vez.

Nas primeiras viagens internacionais de Kassab (Espanha e Itália, março de 2007; Estados Unidos, maio de 2007; e Israel, outubro de 2007), quem ficou na chefia do Executivo foi o presidente da Câmara Municipal, Antonio Carlos Rodrigues (PR), pois a cidade não tinha vice-prefeito desde a renúncia de José Serra (PSDB) para sair candidato ao governo do Estado.

A recuperação de Beirute após a guerra que terminou em 1990 é considerada por Kassab, descendente de libaneses, como um modelo bem-sucedido de renovação urbana.
Três secretários acompanharão o prefeito na viagem: Alfredo Cotait Neto (Relações Internacionais), Antonio Carlos Malufe (Relações Governamentais) e Miguel Bucalem (Desenvolvimento Urbano). Cotait, aliás, também é descendente de libaneses e presidiu a Câmara de Comércio Brasil-Líbano.

Kassab afirmou que a ideia da viagem também é tentar atrair investimentos para São Paulo, apesar da crise financeira internacional. Ele participará de um seminário de negócios com a presença de empresários dos dois países e se reunirá com o presidente libanês, Michel Suleiman.

O prefeito deve fazer, em meados deste ano, outra viagem internacional. Ele não revelou o destino, mas disse que será "outro país daquela região".
Depois que voltar ao Brasil, Kassab deve tirar férias pela primeira vez -as datas ainda não foram definidas. O período deve ser de uma semana.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Cesp sobe e Serra diz que é maluquice


Desde o começo da semana, não há um dia sequer que as ações da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) fiquem fora das maiores altas do Ibovespa. Só ontem, as ações preferenciais (PN, sem direito a voto) série B subiram 4,97%, a maior valorização do índice, e nos últimos três dias acumulam uma alta de 14,57%. Motivo: voltaram as especulações de que o governo federal, enfim, resolverá o imbróglio sobre as concessões das hidrelétricas que vencem nos próximos anos. No caso da Cesp, a situação é preocupante. A concessão das usinas de Jupiá e Ilha Solteira, que representam 65% de sua capacidade de geração, vencem em 2015.

A alta das ações surpreendeu o governo de São Paulo e o ministério de Minas e Energia, segundo apurou o repórter Daniel Rittner. O grupo que estuda a renovação das concessões deverá apresentar suas propostas em março, mas não houve nada de novo que tenha justificado a alta, qualificada como "maluquice de mercado" por uma fonte de primeiro escalão do governo estadual. A tendência do ministério é sugerir a prorrogação das concessões, que atingem mais de 35 distribuidoras, 73 mil quilômetros de linhas de transmissão e quase duas dezenas de hidrelétricas. Mas o Palácio dos Bandeirantes já recebeu a informação clara de que não haverá uma solução à parte para a Cesp, segundo apurou Rittner. Deve sair do grupo que estuda a renovação um projeto de lei, que será submetido ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), antes de seguir para o Congresso. Se engana quem pensa que o governador José Serra já determinou uma reavaliação da estatal para retomar de imediato o processo de privatização.


Em mais um dia sem detalhe algum sobre o pacote americano de socorro ao sistema bancário, faltou coragem e fatos para que os investidores olhassem o mercado com bons olhos. O Ibovespa novamente fechou em queda. Desta vez, o indicador chegou a cair mais de 2%, ficando abaixo dos 40 mil pontos. Mas a pressão vendedora perdeu força perto do fim dos negócios e o índice fechou em baixa de 0,84%, aos 40.500 pontos. Mesmo com a queda de ontem, a bolsa ainda acumula alta de 3,05% este mês.

A decepção do mercado com a total falta de atenção do secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, em explicar melhor como irá tirar os bancos do atoleiro acabou ofuscando algumas notícias positivas sobre a economia dos EUA. A mais importante foi o índice de vendas no varejo, que teve alta de 1% em janeiro, enquanto as previsões eram de queda de 1%. O raciocínio no mercado foi o seguinte: esse indicador melhor se torna um nada dado que os planos de salvamento ainda estão no campo das hipóteses.

Em resumo: o número de vendas no varejo, por mais positivo que seja, é totalmente passado, sem a garantia de que irá se repetir. Os pacotes são o futuro, que se mostra incerto. Também há um lado psicológico nessa queda do mercado. Os investidores depositavam muitas fichas no governo do presidente dos EUA, Barack Obama. Agora, passada a posse, o mercado esperava atitudes enérgicas e, o que se vê, por enquanto, decepciona.


Com o humor abalado, os investidores aos poucos vendem as ações de commodities, embolsando os ganhos que tiveram desde o início do ano, e migram para os papéis mais defensivos, como os de telefonia e energia. Ontem foi mais um dia desses. As ações de siderurgia e mineração tomaram conta do ranking das maiores quedas do Ibovespa, enquanto as teles e elétricas lideraram o campo positivo. As ordinárias (ON, com voto) da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) caíram 3,20%, a maior baixa dentro do índice. Em seguida ficaram as PN da Gerdau, com queda de 2,95%. Os papéis de alguns bancos, como Bradesco e Banco do Brasil, também caíram bem, acompanhando o movimento acentuado de desvalorização das ações de alguns dos grandes bancos americanos.


A queda da bolsa, puxada principalmente pelos papéis de commodities, pode passar a impressão de que os investidores estrangeiros, que historicamente preferem esses ativos de grande liquidez, podem estar batendo em retirada do mercado. No entanto, no mês, até o dia 10, o saldo líquido (diferença entre compras e vendas) de estrangeiros está positivo em R$ 1,977 bilhão. Esta é uma sinalização importante já que em 2008 esses investidores fugiram do mercado brasileiro.-Valor Econômico

A amor está no ar,e nas páginas da web

Para os apaixonados blogueiros...

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

STF cobra R$ 19 milhões de réus do mensalão


Para anular os efeitos protelatórios de uma manobra jurídica adotada por réus do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou ontem uma fatura de R$ 19,1 milhões a ser paga pelos envolvidos no esquema. Segundo o ministro, esse valor "astronômico" será gasto com a tradução de três cartas rogatórias para que sejam ouvidas no exterior testemunhas que vivem nos Estados Unidos, nas Bahamas e na Argentina - todas indicadas pelos réus. As cartas rogatórias têm de incluir a tradução juramentada de toda a ação do mensalão - que consiste de 91 volumes, cada um com 200 páginas, além de 171 apensos (que são outros materiais, como CDs).

O processo para ouvir as testemunhas no exterior é bastante burocrático, o que pode contribuir para que a ação, que tem 39 réus, demore ainda mais para ser julgada pelo STF. O esquema do mensalão foi denunciado pelo Ministério Público Federal em abril de 2006 - em ritmo normal, sem a oitiva de testemunhas no estrangeiro, segundo avaliação do próprio ministro, o processo seria concluído em cinco anos (2011).

A cobrança dos valores gastos com as cartas rogatórias para que juízes estrangeiros colham o depoimento das testemunhas pode inibir a intenção dos réus para que essas pessoas sejam ouvidas. Essa cobrança está prevista em uma lei recente, de janeiro passado, que alterou o Código de Processo Penal - é a Lei da Videoconferência (11.900), que entrou em vigor no dia 9.

Um dos artigos dessa lei (222-A) estabelece que "as cartas rogatórias só serão expedidas se demonstrada previamente a imprescindibilidade, arcando a parte requerente com os custos de envio". Além das testemunhas que residem nos Estados Unidos, nas Bahamas e na Argentina, o que implica tradução dos textos, há pessoas indicadas para serem ouvidas em Portugal.

PRAZO

Barbosa deu prazo de cinco dias para que os réus informem se insistem ou não na necessidade de serem ouvidas testemunhas no exterior. Os réus que fizeram esse pedido são os ex-deputados José Janene (PP), Roberto Jefferson (PTB) e José Dirceu (PT); o empresário e publicitário de Minas Marcos Valério e seu Cristiano de Melo Paz, das agências SMPB e DNA Propaganda; Zilmar Fernandes, empresária e sócia do publicitário Duda Mendonça; Kátia Rabello e José Roberto Salgado, dirigentes do Banco Rural; o assessor parlamentar Emerson Palmieri, e o empresário Carlos Alberto Quaglia, da corretora Natimar.

Se os réus insistirem, terão de demonstrar a imprescindibilidade dos depoimentos dessas testemunhas, "devendo esclarecer qual o conhecimento que elas têm dos fatos e a colaboração que poderão prestar para a instrução da presente ação penal".

O ministro afirmou que se os depoimentos forem realmente imprescindíveis, os réus deverão se manifestar ainda sobre a possibilidade de as testemunhas serem ouvidas "por via menos dispendiosa do que a carta rogatória, como, por exemplo, optando por sua oitiva no Brasil, através do pagamento de passagens de ida e volta para as mesmas".

Supremo vai decidir sobre regularidade dos R$ 14 bi


A Advocacia-Geral da União (AGU) enviou ontem ao ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), as informações por ele solicitadas como relator da ação de inconstitucionalidade proposta pelo bloco oposicionista no Congresso (DEM-PPS-PSDB), no fim do ano passado, contra a Medida Provisória 452, que destinou R$ 14,2 bilhões do Orçamento da União ao Fundo Soberano do Brasil, criado pela Lei 11.887, de 2008.

De acordo com a AGU, o objetivo da MP foi "blindar" o país da crise financeira internacional, assegurando verbas para a continuação de obras consideradas prioritárias, com base na jurisprudência do STF, segundo a qual a avaliação dos requisitos para a edição de uma MP - urgência e relevância - só pode ser feita pelo próprio Executivo. O consultor da União Oswaldo Othon de Pontes Saraiva Filho destaca, na manifestação da AGU, que se a avaliação tiver que ser feita sob o ponto de vista político ou subjetivo, ou seja, "mediante critérios de oportunidade e conveniência", não cabe ao Poder Judiciário arbitrar a questão. A seu ver, "a ponderação deve ser confiada aos poderes Executivo e Legislativo, que têm melhores condições".

A ação foi proposta pelos partidos oposicionistas, com pedido de liminar, já que o Congresso aprovou a criação do Fundo Soberano, mas não chegou a votar a liberação imediata de recursos para o fundo. Os advogados Thiago Boverio (DEM) e Rodolfo Machado Moura (PSDB) sustentam que presidente Luiz Inácio Lula da Silva "frustrou decisão parlamentar", ao editar MP, a fim de permitir o uso de recursos do Tesouro Nacional não constantes de dotações no Orçamento da União.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

O bom e velho PFL


O episódio do corregedor da Câmara, Edmar Moreira, revelou os Democratas em grande forma. Foi o bom e velho PFL em ação. Diante da avalanche de acusações contra o dono do castelo, os demos não titubearam: ficaram sem fazer nada. Edmar Moreira, filiado ao Democratas em Minas Gerais, foi apenas convidado a renunciar ao cargo de corregedor. Expulsá-lo ou suspender sua filiação, nem pensar. É a velha tática da pefelândia. Indignação em público, pouca ação em privado e muita fé na ação do tempo para deixar as coisas como estão.

Por analogia, a atitude do PFL é equivalente à de um banco ao descobrir um funcionário suspeito de dar um desfalque. Em vez de afastar o envolvido, sugere ao sujeito que se demita espontaneamente. Ninguém deve ser condenado sem ter amplo direito de defesa, dirão os pefelistas -hoje autodenominados democratas.

Quem defende esse argumento esquece a história e confunde política com Justiça. Em 1997, dois deputados do PFL foram flagrados vendendo seus votos. Era uma notícia de jornal. Não havia processo judicial. O então cacique pefelista Luiz Eduardo Magalhães entrou na sala e perguntou aos colegas: "Alguém aqui tem dúvida de que eles fizeram isso? Não? Então vamos expulsá-los já". Fez-se política. Os deputados depois foram se defender na Justiça. Dentro da Câmara, tudo se sabe.

Alguém tem dúvida de que Edmar Moreira falou barbaridades (sobre ser incapaz de julgar deputados corruptos)? Faltam dados sobre as dezenas de acusações empilhadas contra ele? Se não há dúvida, também não há razão para o DEM -ou outro partido- mantê-lo filiado. Ao limitar sua ação à retórica, o DEM-PFL mostra ter piorado com o tempo. Na década passada, a sigla mantinha as aparências. Quando eclodia um escândalo, expulsava os envolvidos. Agora nem isso. (Fernando Rodrigues - Folha)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Contradições brasileiras


Marcelo e Lula nas diretas Já
Li e adorei o livro Feliz Ano Velho de Marcelo Rubens Paiva. Continuo sendo fã, e leio o blog de Marcelo. Hoje me deparei com post que vale a pena ser lido por todos.

Meu sobrinho Patrick tem 17 anos. Nasceu no Brasil, mas se mudou para a França ainda bebê. Vem para cá todos os anos. Fala e lê em português. Ama o Brasil, se orgulha de ser um de nós e, como um francês, fala muito em política.

Quer estudar Ciência Política. Acompanha o noticiário. E levantou por e-mail um debate na família, depois que soube dos índices de aprovação recorde de Lula, que não vi nenhum analista político daqui levantar.

"O que aconteceu com o Brasil?! Gostaria de entender o que aconteceu no Brasil?! 80% dos Brasileiros atrás do presidente em dezembro, e agora o PT perdeu as Câmaras?! Eu me lembro de uma frase de um de vocês durante as férias: 'O povo gosta do Lula, mas não do PT'. Isso se confirma? Ou é mais complicado? Beijos, Patrick."

Se ele souber que o PSDB apoiou a candidatura do petista Tião Viana para a presidência do Senado, e que o partido base do governo, o PMDB, lançou um candidato adversário, desiste da carreira?

A política brasileira é imprevisível, como o nosso verão.

A resposta à indagação dele é simples: O Lula não é mais apenas o PT. Trabalha para ser um líder acima dos conflitos partidários. Deseja ser um líder do e para o Brasil. E isso não é de hoje.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Enquanto isso, aqui no lado de baixo...


Deportada da Espanha, sem dinheiro para a passagem e com poucas peças de roupa dentro de um saco de lixo, Cássia -uma dona-de-casa de 32 anos- morou, por 18 dias, no aeroporto internacional Deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador (BA).

Ontem à tarde, comovidos com o drama da mulher, funcionários do aeroporto fizeram uma "vaquinha" e compraram uma passagem para ela ir até Goiânia. De lá, seguirá hoje, de ônibus, para a sua cidade, Palmeirópolis (458 km de Palmas) -custo também arcado pelos "amigos".

Cássia disse que deixou a cidade natal há quase três anos para trabalhar como empregada doméstica em Madri. "Comecei a trabalhar logo que cheguei e, todo mês, mandava 100 para a minha família."

No começo deste ano, porém, o setor de imigração descobriu que ela estava clandestinamente no país. "Não tive tempo para nada. Eles me disseram que eu tinha de deixar o país imediatamente. Assim, fui deportada para Salvador, cidade que não conhecia", desembarcando no dia 16.

Segundo o chefe da Polícia Federal no aeroporto, Francisco Miguel Gonçalves, pela lei de imigração, o país que deporta não tem a obrigação de encaminhar a pessoa para a sua cidade natal. "O único compromisso é mandar para o país de origem."

Por meio de sua assessoria, a Infraero (estatal que administra os aeroportos) informou que a dona-de-casa não foi "despejada" do aeroporto porque não representou perigo. Além disso, segundo a Infraero, ela ficou em área pública, sem causar transtorno.

Durante o tempo em que permaneceu ali, Cássia sobreviveu da solidariedade dos funcionários. "Eles me pagavam lanches e deixaram usar um banheiro com chuveiro." Para dormir, "usava as roupas como travesseiro e o saco de lixo para forrar o chão." Para passar o tempo, caminhava empurrando um carrinho de bagagem. "Ficava olhando as vitrines, os aviões, as pessoas indo para casa e sonhando com a minha vez."

Aqui não mané!


Dois turistas alemães foram indiciados sob a acusação de ato obsceno após trocarem de roupa no saguão do aeroporto internacional de Salvador (BA). Após reclamações de passageiros, eles foram levados da fila de embarque para a delegacia.

A delegada titular da Deltur (Delegacia de Proteção ao Turista), Maritta Souza, disse que um dos alemães afirmou não ter se sentido constrangido. "Ele disse que, pelo o que ele vê nas praias e como é vendido o Brasil lá fora, achou que era normal fazer isso aqui."

Segundo relatos de passageiros à polícia, na tarde de anteontem os alemães chegaram a ficar de cueca no saguão enquanto trocavam de roupa.

Os dois turistas -um administrador, de 64 anos, e um engenheiro, de 66 anos- contaram à policia que vieram do morro de São Paulo para Salvador em um catamarã. De Salvador, iriam para a Alemanha. Eles foram liberados após ter sido feito um termo circunstanciado.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Certas coisas

[Letra e Música: Nelson Motta & Lulu Santos]



Não existiria som
Se não houvesse o silêncio
Não haveria luz
Se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim,
Dia e noite,
não e sim...

Cada voz que canta o amor
não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente
eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silencios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silencios e de luz,
Mas somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

Cada voz que canta o amor
não diz
Tudo o que quer dizer,
Tudo o que cala fala
Mais alto ao coração.
Silenciosamente
eu te falo com paixão...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silencios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

A vida é mesmo assim,
Dia e noite, não e sim...

Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silencios e de luz,
Mas somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer...

E digo.

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