quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Encontro com Lula está agendado para hoje


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, marcou para esta quarta-feira de Cinzas uma reunião na qual vai discutir os motivos que levaram a Embraer a demitir 4,2 mil trabalhadores este mês. O encontro está pré -agendado para as 15h desta quarta-feira, no Palácio do Planalto. Devem participar os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Miguel Jorge, além de representantes da direção da Embraer.

Durante o carnaval, o jornal El Clarín, de Buenos Aires, divulgou material informando que a Embraer estaria direcionando suas apostas de vendas para a Argentina. Em entrevista, o vice-presidente para a América Latina da Embraer, Luis Hamilton Lima, disse que a empresa acredita ter espaço na substituição das frotas das compa-nhias Aerolíneas Argentinas e Austral. É certo que, mesmo que essa oportunidade de mercado se abra, será necessário apoio oficial. "Penso que teríamos apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Banco Nación", disse Lima na entrevista ao jornal argentino.

Segundo Lima, o mundo inteiro está em um momento de inflexão e as empresas aéreas não escapam desse problema. Ele estima que o período entre 2009 e 2010 será marcado por uma transição na economia mundial, mas que essa crise apresenta uma oportunidade para a Embraer, que é a de oferecer produtos mais adequados para tempos de contenção. "São os modelos 170, 190 e 195, que podem substituir aviões de maior porte e adequar a oferta de assentos à demanda", disse o executivo ao periódico argentino. Lima destacou a necessidade de substituição de modelos antigos, como o 737-200. A Aerolíneas Argentinas tem cerca de 15 modelos 737-200 em operação.

A investida da Embraer no mercado argentino teria uma integração entre os dois países que iria além de financiamento. Na entrevista a El Clarín, quando foi questionado se haveria a possibilidade de fabricação de componentes no país vizinho, Lima disse que essa "é uma prática muito comum na venda de produtos aeronáuticos de alto valor". Ressaltou que se trata de operação que "sempre vem acompanhada de contrapartidas". "E estamos abertos a isso", concluiu.

O desejo argentino de ter ajuda do BNDES foi evidenciado durante reunião dos ministros das relações exteriores do Brasil, Celso Amorim; e da Argentina, Jorge Taiana, na segunda-feira da semana passada, em Brasília.. Na ocasião, Amorim disse que o Brasil poderia utilizar "meios financeiros criativos" para auxiliar os países vizinhos no atual momento de crise econômica mundial. Taiana não escondeu que o apoio do BNDES seria bem recebido, assim como novos investimentos brasileiros na Argentina.

Os dois países vivem uma crise nas relações comerciais, pois a Argentina colocou em prática o mecanismo de licença prévia em relação às compras do Brasil, prejudicando cerca de 2,4 mil produtos. No próximo dia 20 de março o Presidente Lula e a presidente da Argentina Cristina Kirscher reúnem-se em São Paulo.

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