quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Aprovação de Lula cai pouco, mesmo com crise

Pesquisa CNT/Sensus aponta pouca oscilação negativa na avaliação do presidente da República. A avaliação de Lula caiu de 81,5%, no mês de maio, para 76,8%, em setembro.

As avaliações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de seu governo oscilaram pouco em relação aos índices de maio deste ano, segundo pesquisa do instituto Sensus feita para a CNT (Confederação Nacional do Transporte) e divulgada ontem.

Segundo os dados do levantamento, Lula tinha 81,5% de aprovação no último mês de maio. Agora, o índice foi de 76,8%. A oscilação é maior no Sul e Sudeste, entre o público feminino e nas faixas de jovens e idosos.

A avaliação positiva do governo, que era de 69,8% em maio de 2009, chegou a 65,4% na pesquisa. O diretor do Sensus, Ricardo Guedes atribui a piora nos índices a três fatores: gripe suína, embate entre a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira e a ministra Dilma Rousseff e crise no Senado Federal.

Este último item não foi incluído nas perguntas. Foram ouvidas 2.000 pessoas entre 31 de agosto e 4 de setembro. A margem de erro varia de um a três pontos percentuais.

"Acredito que a queda é uma conjunção de três fatores, especialmente a postura política de comunicação do presidente Lula, com o discurso de linguagem de comunicação distante da população. Também há o efeito Lina Vieira [ex-secretária da Receita] e Dilma Rousseff [ministra da Casa Civil], onde temos pauta continuamente negativa, e a percepção da saúde", afirmou Guedes.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), minimizou ontem no Twitter a avaliação do governo federal e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que oscilou negativamente.

"Na série da pesquisa CNT/ Sensus, a aprovação é uma das maiores do atual governo e supera, em muito, a média histórica da pesquisa", disse Berzoini no blog.

Até janeiro deste ano, os índices de popularidade de Lula foram superiores às avaliações de sua popularidade registradas em janeiro de 2003 -- o ano em que foi empossado no cargo -- quando obteve 83,6% de aprovação.

O cenário da pesquisa mudou em março, em consequência da crise econômica internacional. Os patamares positivos de avaliação do governo e do presidente voltaram a subir em maio, mas agora registraram pequena queda, de acordo com o último levantamento.

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