sábado, 5 de dezembro de 2009

15 morrem em alagamentos em S.P. Kassab está em campanha com José Serra


A tempestade de anteontem despejou sobre São Paulo, em uma hora, o equivalente a 25% de toda a chuva esperada para o mês de dezembro. Quando fenômenos climáticos desse porte acontecem, qualquer grande cidade enfrenta problemas.

Mesmo assim, não dá para responsabilizar apenas o calor, o céu e as nuvens pelas mortes que ocorreram por causa da chuva na região metropolitana entre quinta e sexta. Até o fim da tarde de ontem, ao menos 11 pessoas haviam morrido por causa de deslizamentos de terra. Ainda que os governos municipais e estadual não possam prever hora e intensidade das tempestades, engenheiros e Defesa Civil são capazes de apontar, com bastante precisão, quais são as áreas com perigo de deslizamento de terra.

É preciso tirar as pessoas dessas áreas de modo permanente e levá-las para habitações mais seguras. Se há locais que correm o risco de serem varridos por lençóis de lama, cabe ao poder público policiar essas áreas e impedir que famílias se instalem ali.

Este ano foi incomum, atravessado por chuvas intensas de janeiro a dezembro, mas é sabido que o verão é o período das piores tempestades. Por que os prefeitos, com a ajuda do governador, não intensificam o trabalho de limpeza dos córregos, de contenção de encostas e de desobstrução de bueiros nos meses que antecedem as chuvas? Não dá para a região metropolitana de São Paulo ser surpreendida todos os anos por chuvas que caem sempre na mesma época.

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