quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Juro atinge nível mais baixo em quase 15 anos

A taxa média de juros cobrada do consumidor em novembro foi a mais baixa desde janeiro de 1995. Segundo pesquisa divulgada ontem pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac),o juro médio para pessoa física caiu 0,07 ponto porcentual no período e ficou em 6,96% ao mês.

Das seis linhas de crédito para o consumidor pesquisas pela Anefac, só o cartão de crédito manteve inalteradas as suas taxas de juros. Todas as demais - juros do comércio, cheque especial, crédito direto ao consumidor e empréstimo pessoal de bancos e de financeiras - reduziram suas taxas em novembro.

Para empresas, todas as linhas de crédito pesquisadas apresentaram queda no mês passado, incluindo capital de giro, desconto de duplicatas, desconto de cheque e conta garantida. A taxa média caiu 0,16 ponto porcentual, para 3,75% ao mês. Foi a mais baixa desde fevereiro de 2001.

Os juros vinham em queda desde o início do ano, principalmente nas linhas de crédito para o consumidor. Esse movimento foi interrompido em outubro, quando as instituições financeiras subiram as taxas diante da expectativa de que o Banco Central (BC) pudesse elevar a taxa básica (Selic).

Contudo, em novembro, depois que o BC sinalizou que não subiria a Selic, pelo menos por enquanto, bancos e financeiras voltaram a diminuir suas taxas.

Para o vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro, essas reduções podem ser atribuídas ao bom momento por que passa a economia brasileira, à maior competição do sistema financeiro e à expectativa da redução da inadimplência com a retomada do crescimento do emprego e da renda.

Segundo ele, o consumidor brasileiro convive hoje com uma situação nova, na qual a redução dos juros das operações de crédito em alguns casos se dá em níveis superiores às quedas da taxa Selic. Por exemplo, no mês passado o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa básica em 8,75% ao ano, enquanto os juros cobrados nas operações de crédito para consumidores e empresas caíram no período.

"Nos níveis atuais, a Selic desestimula aplicações de tesouraria e força os bancos a destinarem mais dinheiro para crédito, estimulando a concorrência", afirma Ribeiro.

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