quarta-feira, 27 de maio de 2009

Dono do castelo cai em contradição


Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara, o deputado Edmar Moreira (sem partido) deixou uma série de perguntas sem resposta, caiu em contradição, negou que o tenente aposentado da PM de Minas Jairo Shirneley Almeida Lima tivesse trabalhado no gabinete do filho, o deputado estadual Leonardo Moreira (sem partido), e acabou por retificar essa última informação depois de ver a repercussão do fato nas agências de notícias.

O Diário do Legislativo da Assembleia de Minas Gerais do dia 10 de junho de 2005 publica a exoneração do policial do cargo de secretário do gabinete de Leonardo. Almeida Lima foi citado por Moreira como chefe de sua equipe de segurança.

Suspeito de gastos irregulares na contratação de suas próprias empresas de segurança com recursos públicos, Moreira disse utilizar o serviço em suas frequentes viagens, até para participar de campanhas de correligionários. "Não vou me ater a detalhes, a ocorrências, mas acho a segurança uma necessidade. É aquela lacuna que nós preenchemos onde o poder público infelizmente está se omitindo", afirmou. "Minha esposa sempre viaja comigo, meu filho deputado estadual (também). Fazemos 98% de campanha nos mesmos municípios. O segurança acompanhava."

CONTRATO

O contrato de Jairo Almeida Lima com a empresa de segurança Ronda foi um dos pontos obscuros do depoimento. Moreira é proprietário da empresa e pagou pelos seus serviços com recursos da Câmara. Primeiro, o ex-corregedor disse não saber onde está o documento original de prestação de serviço do policial, depois disse acreditar que estava com o próprio segurança. Em seguida, afirmou que talvez estivesse no órgão da Câmara responsável pela fiscalização e pagamento da verba indenizatória. O relator do processo, Nazareno Fonteles (PT-PI), foi insistente ao cobrar o contrato original, já que Edmar Moreira apresentou apenas uma cópia do documento.

Conhecido por ser dono de um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões na zona da mata mineira, registrado em nome dos dois filhos, Moreira é suspeito de ter se apropriado indevidamente dos recursos da verba indenizatória. Entre 2007 e 2008, ele pagou R$ 230,6 mil a empresas de segurança de sua propriedade. No entanto, ainda não comprovou a prestação do serviço.

Convidado pelo conselho a prestar depoimento, Jairo Almeida Lima se recusou a comparecer à Câmara. Em ofício encaminhado ao presidente do colegiado, deputado José Carlos Araújo (PR-BA), disse não ter mais nada a acrescentar além da declaração por escrito anexada na defesa do ex-corregedor da Câmara

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