sábado, 4 de abril de 2009

Professores descobrem mais erros em apostilas


Professores de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, descobriram novos erros em apostilas distribuídas às escolas estaduais. Além do mapa com dois Paraguais e sem o Equador na apostila de geografia (da 6ª série), na de história consta que Cristóvão Colombo descobriu a América em 1942, e não em 1492.

Alguns não creem que as apostilas do primeiro bimestre serão recolhidas pelo governo. "Eles foram orientados por coordenadores pedagógicos a corrigir os erros com o lápis, com os alunos, pois não dará tempo para distribuir novas apostilas", diz o conselheiro da regional do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Claudio Luiz da Silva.

A Secretaria Estadual da Educação informou que ontem seria o último dia para trocar as apostilas com o mapa errado. O erro mencionando Colombo seria de digitação e o material não passaria por troca, mas os professores podem entrar no site da secretaria, imprimir as informações corretas e colá-las nas apostilas. A recomendação do uso de lápis foi para o período em que o material não chegou ou não foi colado, para que os alunos sejam ensinados corretamente, informou a assessoria de imprensa da secretaria.

O professor de geografia Oswaldo Ferreira Alves Filho disse que a legenda de uma apostila do 1º ano do ensino médio sugere que o pau-brasil existe em todo o país. ''Isso não é verdade, pois o pau-brasil é mais de áreas litorâneas, mas citaram como se também existisse no Amazonas'', diz.

A secretaria também atribuiu esse erro à digitação e diz que eles já foram sido detectados há três semanas pela Fundação Vanzolini, responsável pelas confecções das apostilas.

Alves Filho alega que em 2008 já havia erro, mas no caderno do professor: "Colocaram o Rio Xingu, que fica no Amazonas, como se estivesse no Rio Grande do Sul." Ele crê que, pelo desgaste atual, o Estado talvez nem distribua mais apostilas às crianças nos próximos bimestres. "É desperdício de dinheiro e os alunos hoje não são bobos e estão com receios de usar esse material errado."

Para Silva, que é professor de filosofia e não usa apostila, o caso gerou uma "crise moral": "Fizeram apostilas a toque de caixa, copiando da internet."

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